Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

fIQUEI cHATEADO, cLARO qUE fIQUEI cHATEADO!

Atão, quer dizer... foi à dez minutos atrás, o Mister atolado de serviço até aos "tindins" - sentado, porque em pé ainda deve dar pelos joelhos - nos seus cortes e costuras do dia a dia, já nem pode ver tanta cassete e mixagem por fazer, fala mal da sua vida e começa a ter tanto de calma como de notas de 500,00€ no banco, e chega-me alí um homem a recepção do estúdio, e :

"- ah e tal, tenho aqui estes dois livrinhos infantis, melhor, vendo um por 5,00 € e leva de oferta o outro, vêm ai o natal e que não sei quê...

e eu: Sim Senhor por acaso muito giros, didácticos, bem ilustrados e tal, até tenho um sobrin... Mas qual a firma ou instituição que representa?

e ele: é Particular, estamos neste momento em venda directa.

e eu:  Mas não traz uma identificação consigo?

e ele: ah, não! nunca usei, só quando são campanhas de beneficência é que é necessário, e não sei quê e blá, blá, blá...

e eu: Então temos pena, que até estava a gostar muito dos livros e do preço, mas sem garantias de para onde, ou para quem estou a contribuir..."

Saiu de fininho....

Então mas quer dizer - penso eu  enquanto  regresso a minha cadeira de costureiro - sei lá se os livros são legais, pirateados, roubados, contra feitos, ou o diabo a sete? Olha que istooo... Nááá, que eu já cá ando a trinta e três anos, idade de Jesus Cristo, por sinal, Mas não sou a Santa casa da Misericórdia, e de parvo... tem dias!

Pronto agora que já desabafei, deixem-me lá voltar aos cortes e costuras habituais que o filme tem de ficar pronto esta semana. E se alguém vós quiser vender impingir alguma coisa peçam-lhe a identificação. As vezes resulta. 

Hasta la bista, babes!

 

:::: chateado, com "F" maiúsculo.

Paulo Jerónimo às 12:13
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

o mISTER pOR tRÁS dO cOSMOS

A propósito de "sOBRE o aUTOR" , passo a transcrever a entrevista que durante algum tempo permaneceu aqui apenas como forma de link, pedida e dirigida pelo Dragão Azul para o  que foi o início de uma rubrica com entrevistas realizadas no seu blogue - à outros bloguers, e que assim serve a mesma a titulo de apresentação do autor deste espaço. o bLOGUE gERAÇÃO rASCA.

 

*****************

 

1-Quando começou a tua aventura na blogosfera e qual foi o objectivo se é que ouve algum? Qual foi o teu 1º blog?

 

Iniciei-me à 26 de Outubro de 2007, está a fazer um ano.

Já desde algum tempo que o fenómeno "blogosfera" me suscitava algum interesse, visitava alguns blogues, ainda que ocasionalmente. Certo dia, ao me preparar para sair do trabalho, fui ver as noticias do dia na imprensa online, um hábito antigo, e não sei já precisar quais eram os assuntos na ordem do dia, o que não me esquece é que enquanto desligava o computador e reflectia no País que temos, os esforços que se nos exigiam, e a cepa torta da qual não saímos, de ter pensado: "Porra pá! Do que este país precisava, era de uma geração mais "espevitada". O que é feito daquela juventude que questionava, que debatia, que incomodava?
Levantei o cu da cadeira, fui para casa e publiquei o meu primeiro  post  , no gERAÇÃO rASCA. Vale o que vale, mas senti-me um pouco melhor comigo mesmo.

 

2-Como defines a Geração que foi apelidada de Rasca? É uma geração rasca ou à rasca?

 

Infelizmente, hoje é mais «à» rasca do que rasca. Não comungo nem me revejo em actos de libertinagem ou extremistas, nem pouco mais ou menos, mas revejo-me muito numa juventude activa, interveniente, e infelizmente, inconformada. Foi por aqui, por estas características que surgiram os protestos que levou ao "famoso"  titulo de  "Geração Rasca", deu jeito a classe politica, e não só, abordarem a questão dessa forma.

É lógico que aquele "sangue na guelra" de outros tempos, se iria desanuviar. a Geração entraria no mercado de trabalho, e as responsabilidades quotidianas, casa, filhos, trabalho, teriam de nos amansar. De qualquer maneira penso que os valores que nos transmitiram continuam cá. E por isso penso que fomos uma Geração com atitude, e que mal ou bem, a soubemos demonstrar. Naquela altura, lutava-se por ideais, a juventude estava viva. Éramos picados? reagíamos! No fundo demonstramos a classe politica que nos quis subverter, que tínhamos uma palavra a dizer.
Hoje, acho graça que não raras vezes encontro o termo "Geração Rasca" escrito assim, com letras maiúsculas, porque granjeamos-lhes respeito. Tenho pena, não obstante excessos que acabaram por se cometer, que esteja algo perdido estas características desta Geração. E preocupa-me inclusive a próxima geração frouxa, que agora estamos a gerar. Sem querer assumir ares de "paternalismos" penso que é assim que, como sociedade, estamos a ficar...

 

3-Eras capaz de mostrar o traseiro ao ministro como ousaram fazer?

 

Não! (risos).

 

4-Uma coisa que acho fantástica é que com o teu trabalho de imagem e vídeo fazes uma coisa que é mostrar ao mundo Porto de Mós e ao mesmo tempo estas a promover a vila. Como descreves Porto de Mós?

 

É a maravilhosa era do youTube... 

Luís Vaz de Camões apelidou esta terra de "Vila Forte" e este não é de todo um título inocente.

Porto de Mós é um concelho impar em vários aspectos, mas de todos, o mais marcante para mim, é o testemunho desta terra na história de Portugal.

Foi aqui que pernoitaram as tropas de Dom Nuno Álvares Pereira na véspera, foi aqui neste castelo, que se ultimou e também discutiu a estratégia, e foi aqui que se travou a fatídica Batalha de Aljubarrota que definitivamente nós afirmou como Portugueses.

Honra-me enquanto Portomosense que no próximo dia 12 de Outubro será inaugurado neste concelho - o em breve conhecido portas fora - designado por CIBA - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota um local que seguramente qualquer Português  deveria um dia que fosse na sua vida, conhecer. Garantidamente um expoente máximo sobre o assunto, que vai surgir em Porto de Mós e  Portugal.

Actualmente, Porto de Mós é uma vila sossegada, uma vila e um concelho com "estórias" que me encantam.

Para mim que não não nasci cá, mas sinto-me enraizado cá,  trata-se de o melhor sítio que conheço para viver. Quando me ausento da vila por alguns dias, ao regressar, entrar na Vila e bater com os olhos na beleza e explendor do seu castelo... é o mais belo dos cartões de visita, uma forte mensagem de boas vindas que se pode receber. Transmite a calma e a força de espirito próprios de quem sabe que aquela é a sua casa.

 

5-Se eu quiser ir a Porto de Mós, o que me aconselhas a visitar?

 

O Castelo Medieval de estilo palaciano, é obrigatório. De um género  único no País e Europa. Mas este é apenas o ponto de partida.

Do CIBA penso que não preciso de acrescentar mais nada. A quem vier a faltar conhecer, certamente estará no mínimo a perder...

As grutas de Mira de Aire, as de Santo António, as de Alvados, A descoberta do Parque Natural das serras de Aire e Candeeiros. O fenómeno geológico nas entranhas da serra que é a "Fornea", também conhecida pela "Cova da Velha" As aldeias e tradições serranas, são tudo experiencias muito ricas.

E depois este é um ponto central de uma vasta zona de turismo, Leiria-Fátima. Tens paredes meias com o concelho, o Santuário de Fátima, o Mosteiro da Batalha, o de Alcobaça, a bela praia da Nazaré, enfim, motivos não faltam para visitar.

 

6-Em terra de mouros, não deve de ser nada fácil ser Dragão?

 

Já foi mais. Nos dias que correm penso que já não é assim tão "complicado" ou impopular ser-se Dragão.

Sobretudo desde os feitos Europeus de 2003 e 2004 que as grandes massas adeptas do futebol de outras cores se renderam a supremacia Azul e Branca.

Continuamos a ser poucos, mas sinceramente penso que gostamos de ser assim, a minoria. É um gozo especial erguer os braços e festejar um golo, assim, muitas vezes sozinho, numa sala repleta de outros adeptos. Curiosamente deixa de ser raro encontrar juventude por estes lados assumidamente Dragões.

 

7-Se um dia fosses transmitir um jogo de futebol entre F. C. porto e Benfica eras imparcial ou mostravas o lado negro dos vermelhos e o lado bom dos Dragões?

 

Não deixando de concordar que a imprensa desportiva, sobretudo a escrita, anda a reboque de quem mais lhe interessa - e eu até aceitaria isso por lícito desde que o assumissem sem hipocrisias - Penso que no trabalho especifico da transmissão de jogos é diferente. E refiro-me ao lado técnico da imagem, porque quem relata e comenta os jogos não raramente tem dificuldade em ser imparcial e por o coração de lado. Para os técnicos de Imagem, e os realizadores dos jogos, inclusive, é diferente pelo simples facto que ao contrario dos comentadores ou jornalistas, não lhes cabe opinar. Pura e simplesmente cabe-lhes transmitir algo que esta a decorrer em campo, e genericamente considero o trabalho bem feito. Pode haver repetições duvidosas para o público que se interpretem de pouco inocentes, mas o tempo de essas repetições ocorrerem são condicionadas por vários factores, técnicos, e do próprio timing do jogo.

Profissionalmente, já fiz trabalho de câmara quer com o FC Porto em campo, bem como com o Benfica. A minha postura e dos meus colegas é neste particular indiferente as camisolas. Até porque como digo, não temos margem para opinar, apenas para mostrar.

Agora se me perguntarem sobre esse novo advento que surge que é o de canais temáticos dos próprios clubes, como o recente caso do canal Benfica, e a possibilidade de serem eles próprios a emitirem os jogos da sua equipa em directo, como já sucede com este e outros clubes (e isto ainda irá dar muita, muita discussão)..... então aí temos contas de outro rosário... se há coisa que não devem sentir obrigação é o dever de isenção pública, pois tais canais destinam-se a apenas um determinado público, o deles, e a tendência de qualquer canal é em transmitir e vender imagem ao gosto do freguês. Portanto importa questionar à quem estará o cargo de captar realizar e difundir os jogos, as emissões em directo. Nisto e em minha opinião, e a bem da famosa "verdade desportiva" nunca pode estar ao cargo de um clube de futebol, e tendo o direito de exibir em primeira instância os jogos (o que é uma coisa distinta), aí sim é que se dá azo para uma maior e verdadeira corrupção desportiva, e a falta de isenção a disparar. Vamos dar tempo ao tempo, mas que isto se deve ter que regular muito bem, deve.

 

8-Como surgiu o convite para fazeres parte do Blog Bibó Porto, Carago?

 

Foi para mim inesperado.
Aquando do jogo de consagração do segundo Tricampeonato do Porto, este ano, editei um video-tributo  com as imagens do jogo  com vista em publica-lo no gERAÇÃO rASCA, e contactei o webmaster do Bibó Porto Carago para dar-lhe a informação do link you tube do mesmo, pois estava a pedir vídeos e imagens aos visitantes, pelas comemorações do tricampeonato para serem lá exibidas. O administrador do Bibó Porto, pelo que me foi dado a conhecer mais recentemente, diz ter apreciado o meu "estilo de escrita" e como a equipa do Bibó Porto estava em fase de "contratações" para o início de uma nova época, surgiu o convite que muito me admirou mas sobretudo alegrou.
Aquele é um blogue de referencia Portista, pelo que a oportunidade de defender o Clube naquele espaço é não só uma responsabilidade bem como uma honra acrescida.

 

9-Como é que descobriste o Blog do Dragão Azul?

 

O Blogue do Dragão azul foi por causa deste post : [Link] .

Fazia uma pesquisa no google sobre a Geração e deparei-me com essa informação. Depois, ao contrario do que pode parecer a primeira vista pelo nome, verifiquei que não era um blog com "clubite dominante" mas antes que se debruçava bastante sobre assuntos de cidadania. Passei a ser visitante regular.

 

 

10-Em poucas palavras define....

 

Sócrates- Mais que determinado, obstinado. começa a preocupar...

 

F. C. Porto- Trabalho, rigor, magia, honra, glória, determinação, vencer.

 

Justiça- Tarda mas não falha. Confio.

 

Couto dos Santos- Fantoche

 

Propinas- Chulice, porque não são devidamente aplicadas

 

Manuela Ferreira Leite- Sinal de esperança, abnegada, com espírito de Estado e missão, Dama de Ferro.

 

Vicente Jorge Silva- Palhaço, tinha a mania...

 

Filhos da Liberdade- Filhos de Abril, Geração Rasca

 

Ensino em Portugal- Péssimo, péssimo, péssimo.

 

MrCosmos- O lado Ciber-nauta deste cidadão.

 


Paulo Jerónimo às 00:01
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

mONOMONKEY - «pUSH»

Para quem me vai conhecendo por aqui, sabe o quanto eu me orgulho das minhas gentes, da minha terra, de quem esteja disposto a dar  ao litro abnegadamente em prol dos outros ou por uma boa causa, dos que se podem chamar de verdadeiros amigos, enfim, vocês, cada qual a sua maneira, também sabem como isto é! 

Pois deixem hoje que vos diga que meu Irmão caçula, O "Benjamim" dos quatro irmãos lá de casa, Começa a conhecer as luzes da ribalta. Jovem, nascido em 81, San Sebastian - Espanha, acabado de criar na sua juventude em Porto de Mós e de onde acabou por se mudar para alí ao lado,  Marinha Grande, é hoje o viola baixo de um grupo Marinhense, do que "melhor se faz no rock alternativo português", palavras que não são minhas, como poderão ver no texto mais abaixo, e que insistiu com um grupo a quem se lhes adivinha grande expansão.

Falo-vos dos Monomonkey. Depois  de recentemente terem editado e publicado um CD álbum intitulado  ""Before we all implode"", eis que saiu o primeiro videoclip, da banda que já faz furor por muito, muito lado. Deixo-vos aí em baixo esse mesmo vídeo, o "Push",  e o Link do myspace dos Monomonkey, com uma última recomendação: «Atenção aos mais distraidos, pois não sabem o que podem andar a perder...»

A tÍ David, deixa-me recordar-te o orgulho que é ter-te como o "irmão caçula", pela tua atitude de vida, por me teres abrasado aquela viola toda que um dia comprei mas, como era óbvio, logo encostei, e  por onde tu dedinhas-te os teus primeiros acordes e insististe durante anos, e por fim pelo empenho que sei - tão bem - que tens tido e dado a mais esse também teu projecto e o sucesso que com isso estão a semear, e alcançar como grupo! 

Agora vá, Dá-lhe Falésio! Pica o Play.

 

[Já agora, o David é então o rapazinho que aparece logo aos 00:10 Seg. do vídeo] 

 

""MONOMONKEY - PUSH""

 

Conhece melhor os temas do grupo, os concertos agendados ou como adquirir o CD (PVP: 10,00€) no  myspace da banda. Alguma dúvida, também estou eu aqui.

 

Sobre os Monomonkey, texto por Rita Maria Josefina:

"Aliados ao que de melhor se faz no rock alternativo português, da Marinha Grande chegam-nos os Monomonkey.
Eles são: Ricardo Simões na voz e guitarra, David Silva no baixo e vozes, Bruno Julião na bateria e vozes e Pedro Lemos na guitarra.
No seu conjunto, conseguem encontrar a ponte entre experiências vividas por eles e por nós, por meio de riffs e batidas, fazendo com que a musica que transpiram nos seja, em tudo, intima e familiar.
Deixando de lado comparações a outros artistas - pois estas não fariam justiça ao trabalho da banda - 'Before We All Implode', o primeiro longa duração do colectivo Marinhense, teve a sua estreia em Abril de 2008.
O album foi produzido por Marco Jung e aparece com o selo da editora Rastilho, em parceria com a Revolver Eventos, num novo projecto que visa apostar em novas bandas nacionais.
Atentos aos Monomonkey. Can't you hear them calling from this side? Open up! "

 

:::: e só agora é que avisas!

Paulo Jerónimo às 00:01
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

dERAM-ME mÚSICA... e lEVEI mESMO bAILE.

Quando no quinto ano de escolaridade me apareceu a disciplina de música, só tive pena de nada me valer sequer pensar  em demover a minha mãe a abster-me dessa disciplina, a imitação do que  me fizera com a de  Religião e Moral. É que nem se punha essa questão... a de Música não era opcional.

Aquela disciplina é a que me recordo de ter conhecido como a mais desinteressante, pelo simples motivo que pautas com riscos, claves de sol, e não sei que mais, parecia-me quadros de Picasso naquela idade. Coisas sem nexo.

O Dó - Ré - Mi - Fá - sol - Lá - Sí, era mais fácil de decorar  do que a tabuada do cinco, mas a partir daí... não havia hipótese, lá saquei umas notas nível três na disciplina, não sei como, mas também porque tinha de ser.

Como ouvinte, sou um bom apreciador e exigente auscultador de música. E quem não gosta de música? Isto também porque como profissional,  onde uma das minhas funções é a edição e montagem de filmes, não só tive de passar a saber interpretar auditivamente as potencialidades de uma música, como a saber encontrar a beleza que pode existir em qualquer género musical, aprender inclusive a tirar o máximo partido possível de uma música, aplica-la com  critério e nexo, sensibilidade e bom senso.  Eis um  exemplo do que pretendo dizer, um trabalho escolar de um aluno nesta área e que consta da minha lista de preferidos no youTube.

Mas na composição, nááá, isso é coisa para compositores ou maestros, areia de mais para a minha camioneta. Cada macaco no seu galho. Ponto final, paragrafo.

Só que, nas sortes da vida, nunca se sabe o que nos pode sair na rifa... e  de a dois anos para cá era por demais evidente o entusiasmo da minha filha pela música. Não em subir a um palco e concorrer a um "Chuva de estrelas" , concursos apetecivelmente típicos daquelas idades. O que evidenciava era o gosto pelo resultado sonoro da  interpretação das pautas e posteriormente, querer experimentar ao jeito dela a composição. Depois de não poder ouvir mais o sons de flautas desafinadas por casa ao ritmo do musical do Titanic, que o mais velho também, que remédio teve senão a "soprar" no pífaro, eis que a flauta tocada pela Daniela começava a soar-me, intrigantemente, como música para  meus ouvidos, estes inclusive, os ouvidos... fizeram as pazes com as flautas.

Reparei que ela  estudava e tocava com determinado método, não a toa. As notas eram devidamente assentes num papel e seguidas a risca, não se soprava no pífaro de cor,  via um esforço para que cada alinhamento de notas na cábula que olhava para tocar, tinham de ser interpretadas, raciocinadas para emitir aquele som, e  um belo dia, - que ela sabe o quanto me brilham os olhos  ao  acompanhar o seu progresso musical - vem-me apresentar umas notas escritas e pensadas por ela, para que lhe desse a opinião sobre a melodia tocada daquela sua música.

Eu, que na idade dela e até aquela altura nunca compreendera como é que podia haver quem se fascina-se por aquela disciplina, mesmo depois de ter tentado entrar na onda, aprender, e desistir, levei a bofetada de luva branca que faltava neste final de verão, da minha própria filha. É que os pais também aprendem, e muito com os filhos. E refiro-me a uma composição que a Daniela fez sobre o significado que o assunto têm para ela, e em concreto sublinho a frase com que termina.

Percebi pela minha experiencia e pelo texto dela ao fim destes anos,  que há coisas que por muito que se tentem, podem continuar a não ser suficientes. Faltava-me entender alí algo. Acho que já percebi.

Publico-a de seguida, porque lhe estava prometido, e sob pena de que me questiono o que fazer com ela a partir do ano que vem,  altura em que acabará no ensino público essa, para mim agora, abençoada disciplina. Ela não vai desistir,  e nós pais, ainda não sabemos qual o melhor caminho a lhe  aconselhar. O que lhe recomende-mos, para onde a encaminhar? Muitos dos jovens com esta vocação reparo que acabam por enveredar em primeira instancia em "Coros" "Bandas Recreativas" ou associações, mas que estão intrinsecamente conectadas  com ofícios religiosos, e ela própria mais do que pela edução, por opção, não se revê a tocar nesses ambientes.

Portanto, não só se aceitam, como se precisam de sugestões... Façam favor!

 

 _______________

Como gosto da Música


Eu gosto de música, porque me faz sentir bem, gosto do som que se ouve.

 

Se gosta-mos da música deve-mos guardá-la na memória, embora não seja necessário decorá-la toda. Não sou só eu que gosto da música, sei que os meus amigos e colegas gostam dela também.

 

Bem mas eu só cheguei a essa conclusão no final do 4ºano, porque eu e os meus colegas fomos ao cinema tocar o ‘’malhão, malhão’’ e as ‘’pombinhas da Catrina’’ e achei que tinha jeito para a música, depois no 5ºano tive 4 e 5 a música, uma coisa que não estava à espera. A música é uma arte que se aprecia, não basta ouvir, mas sim senti-la no nosso interior, e aí percebi que, o jeito não se aprende nasce connosco.


Daniela Gomes da Silva,6ºD,Nº6, Escola EB2 DR. Manuel Oliveira Perpétua.

  

 

 

:::: Prometido é devido. À Dani!

Paulo Jerónimo às 00:01
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

e o pH-nEUTRO, tENS vISITADO?

Se ainda não conheciam, podem ficar a conhecer aqui, se já conhecias, não sei o que andas a fazer... comentar, é que nada!

Agora a sério, o último photopost publicado foi um tipo de «remake» de um escrito que publiquei em tempos por cá, e caso sejas apreciador de leitura, gostava de a tua opinião por lá, "observar".  Desta feita além da foto temos texto, na caixa de comentários.

Se leitura não é o teu forte, tens já vários outros "bonecos" por lá para opinar.

 

_______

:::: ó Mr. O que tu queres sei eu!

Paulo Jerónimo às 00:01
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Domingo, 21 de Setembro de 2008

ó gENTE dA mINHA tERRA.

O Ano passado tive opurtunidade de visitar a cidade universitária de Cambridge, em Inglaterra.

Permaneci por lá alguns dias com um casal amigo, cujo marido, rapaz empreendedor e na força da Juventude, após as típicas desilusões Lusas, tinha optado por se instalar em terras de Sua Majestade e iniciar um negócio que prospera  por esta altura numa outra cidade Europeia.

Em conversas à mesa, foi inevitavel acabar-mos a comparar o nosso País de origem com Inglaterra, as culturas, atitudes, oportunidades e as suas gentes. Ele argumentava-me que por lá, também eu teria boas oportunidades se quise-se desenvolver o ofício que pratico, que em Portugal trabalhar é para aquecer, e coisas do gênero, ao que eu respondia que me sentia  no dever e obrigação de me esforçar e contribuir para o desenvolvimento do meu País, e pelo que a ter que contribuir para a riqueza de alguém, preferia faze-lo pela minha terra.

Mas ele estava  irredutivel , extremamente  decepcionado  com  Portugal , e não 

Estudante universitário, Cambridge

queria ouvir  falar nos próximos tempos sobre o jardim a beira mar plantado.Eu compreendia-o, e por aqueles dias tentei conhecer um pouco mais da cídade e da mentalidade dos Ingleses. Sinceramente pouco me dislumbra o estilo Inglês, onde impera algum bom humor, mas sobretudo,  o cinismo, arrogância quanto baste  - daí renderem-se ao estilo do «Zé» Mourinho - e algum desleixo, bem que chegue... Enfim, um País de Rainhas e habituado a "Reinar".

Voltei um Português ainda mais convicto, e pensei quando aterrei, o quanto amo as minhas gentes, as minhas terras, o meu País. O quão bom é poder beber um BOM café por cinquenta cêntimos, andar de comboio ou táxi por tuta e meia, ter sol de verão ou inverno, ou mesmo em dias maus, haver pelo menos um FC Porto que não desilude e orgulha pelo mundo fora.

Volta e meia, quando reflito no estado do meu Portugal, o quanto piorou neste último ano, a atitude de quem nos norteia e com que interesses, recordo-me das conversas à mesa lá em Inglaterra com o meu amigo.

Vejo o meu Povo cada vez mais de ombros encolhidos, a arrastar os pés pelas calçadas gastas, a rabiscar o fundo dos bolsos cada vez com mais dificuldade a procura dos cinquenta cêntimos para o café. Meio Portugal que trabalha para sustentar  o outro meio, uma praga de parasitas e subsidió-dependentes. O xico-espertismo em alta, e a juventude competente a partir.

E é este o triste fado de mais um jovem da Geração «à rasca», por enquanto ainda iludido de que vale a pena  esforçar-se ao lado das suas gentes. Que um dia, revia-se entre os seus que voltavam o fundo das costas ao ministro, mas não consegue voltar costas ao seu País.  A pergunta que se impõe é, até quando dura a idade da inocência?

 

E por que hoje estou mesmo assim, lamechas, mas sempre orgulhoso das origens que tenho, deixo-vos com este link.

::::

Paulo Jerónimo às 00:01
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